Palavra da Célula – 11 de novembro 2009 – A Comunidade de discípulos

Novembro 11, 2009

vide cultoA comunidade dos discípulos era uma igreja de vencedores que tocava os céus e abalava a terra nos seus dias. Cremos que o Senhor está trabalhando para edificar a comunidade em que cada casa é uma extensão da igreja e em que cada membro é um ministro. Em Atos 2.42-47 temos a descrição do início da vida da Igreja, então podemos observar algumas características principais desta comunidade, dos discípulos e de como eles viviam a vida da igreja.

1. Perseveravam no ensino dos apóstolos (1Tm 1.3; 2.1,2)

a. Entrando pela porta e perseverando no caminho

Antes de qualquer coisa a igreja aprendeu a perseverar. Em nossa vida cristã e na vida da igreja sempre teremos experiências de “porta e de caminho”. Todavia, a porta é apenas uma experiência que nos introduz em novos caminhos. Caminho por outro lado, não é uma experiência imediata, antes de tudo é um processo. Como a vida cristã é a maior parte do tempo uma caminhada, depois de entrarmos pela porta precisamos andar, precisamos perseverar no caminho.

b. A Palavra 

Esta era uma igreja comprometida com a Palavra. Os apóstolos se dedicavam à Palavra e as orações (At 6.3,4), e os discípulos seguiam de perto o que eles ensinavam. Somos uma igreja conhecida mais pela Palavra do que por qualquer outra coisa. Uma igreja apostólica genuína, não é aquela que tem nomes ou mesmo títulos de apóstolo, antes, trata-se de um povo que persevera em seguir o que Cristo e os apóstolos ensinaram e deixaram registrado no Novo Testamento.

2. Perseveravam na comunhão e no partir do pão (1Jo 1.3)

a. Comunhão

Outro aspecto vital na vida da igreja é a comunhão. Aqueles discípulos aprenderam a ser uma comunidade, ser como uma família que compartilhava da mesma vida, alegrias, sofrimentos e vitórias.

b. Partir do Pão

Somos uma igreja em células porque entendemos que para vivermos de forma semelhante à igreja do Novo Testamento, precisamos aprender a viver em comunhão e no “partir do pão”.
“Partir do pão” era uma expressão usada para se referir à mesa do Senhor (ceia). A verdadeira prática da ceia deveria ser na célula, assim como Jesus e os apóstolos fizeram e a igreja praticava. Na célula podemos celebrar a nossa aliança uns com os outros em Cristo de forma específica, pessoal e prática. Sem dúvida, esta prática fortalecia os vínculos da comunidade dos discípulos, uns com os outros no Amor de Cristo.

c.Tomavam suas refeições com alegria e simplicidade

Outro aspecto da comunhão genuína é o ato de comer junto. Uma célula saudável tem essa prática. Nós cristãos comemos juntos, como expressão de nossa amizade e proximidade. Jesus e os discípulos comiam juntos constantemente. Somente se alegra com estas coisas, aqueles cujos corações são singelos, simples como o de Jesus.

3. Perseveravam nas orações

As igrejas em células que mais crescem no mundo, trabalham com um projeto consistente de oração diária. Líderes de célula que mais crescem e multiplicam em nosso meio, ou mesmo nas igrejas em células do mundo (segundo pesquisas do livro Crescimento Explosivo da Igreja), são aqueles que perseveram na oração.

4. Vendiam tudo e distribuíam os bens

Esta prática não teve continuidade (2Co 9). Mas isto mostra basicamente três coisas na vida destes discípulos e desta igreja:

a. Liberdade e Generosidade – esta igreja experimentou a liberdade em Cristo de todo espírito de mamom e ganância que imperam neste mundo.

b. Consagração – segundo o ensino de Jesus e dos apóstolos, aquele que quiser vir após Cristo deveria estar disposto a renunciar a tudo quanto tinha.

c. Disposição para o sacrifício – os discípulos acreditavam tanto naquele projeto, de fazer discípulos de todas as nações, começando por Jerusalém, que estavam dispostos a vender suas propriedades (At 4.32), para investirem na conquista desta geração.

5. Havia temor 

O temor gerava um ambiente de presença divina poderosa. Há uma relação direta entre mover de Deus em um lugar e o santo senso de reverência. Cuidado com relacionamentos que diminuem o seu senso de temor do Senhor; antes, ande próximo daqueles que inspiram em você mais temor de Deus. Naquela comunidade havia muitos irmãos, que andavam no Temor de Deus, por isto o Espírito movia com liberdade e abundância entre eles.

6. Havia sinais e prodígios pelos apóstolos

Devido o temor de Deus, havia liberdade e ambiente para manifestar Seu poder. Na vida daqueles que há um trono estabelecido, o senhorio de Cristo, certamente haverá a manifestação do Seu poder. Queremos ser uma comunidade de discípulos que além de orar muito, tem muitas orações respondidas, liberando milagres e prodígios.

7. O resultado: Acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos

Esta igreja crescia diariamente. Será inevitável este crescimento em uma comunidade que persevera na Palavra, na oração e na .comunhão. O povo que toca os céus e abala o mundo é o disposto a dar tudo que têm para cumprir o propósito de Deus.

Perguntas para compartilhamento

1. Fale sobre como podemos perseverar no ensino dos apóstolos. 
2. Fale sobre como devemos perseverar na comunhão e no partir do pão. 
3. Fale sobre como podemos perseverar através das orações. 
4. Fale sobre como podemos vender e distribuir os nossos bens.
5. Fale sobre como devemos aumentar o temor de Deus. 
6. Fale sobre os sinais e prodígios liberados pelos apóstolos. 
7. Fale sobre como podemos cumprir o propósito de Deus .

Pr. Aluízio A. Silva

Fonte: www.IgrejaVideira.com


Palavra da Célula – 04 de Novembro 2009 – “Discipular”

Novembro 3, 2009

discipuloO discipulador discipula cada líder que faz parte de sua equipe. O líder de célula, por sua vez, deve ter líderes em treinamento na célula. O líder em treinamento é o discípulo do líder e também um anjo da guarda, ou seja, um discipulador que acompanha os novos convertidos. Essa é a estrutura da nossa igreja. O problema é que nossos líderes de célula ainda não têm agido como discipuladores.

O que impede um líder de se tornar um discipulador dos líderes em treinamento:

• Falta de tempo 
Como o tempo dos membros é escasso, é preciso focar nosso trabalho em pessoas e não em atividades. O discipulado pode ser feito semanalmente. Caso isso não seja possível, em algumas épocas do ano, pelo menos de quinze em quinze dias.

• Foco na frequência e não no discipulado 
Alguns líderes se contentam em ter uma reunião de célula cheia, mas uma esse não é o alvo principal. Nosso chamado é para formar discípulos e não ganhar membros. O Novo Testamento não diz que a igreja tinha membros, mas discípulos.

• Mentalidade de escola 
Alguns se contentam em mandar membros para fazer o Curso de Maturidade e o CTL. Imaginam, equivocadamente, que isso é tudo o que se espera deles, mas estão enganados. Nossos cursos são fundamentais, mas o processo de treinamento de um líder só será completo com o discipulado.

• Falta de revelação do sacerdócio dos crentes 
Todo membro é um discípulo e um líder em potencial, mas ele somente se tornará um discípulo quando se dispuser a tomar a cruz e se tornar um líder em treinamento na sua célula.

• Falta de um “trilho” que o discipulador possa seguir 
Nós tínhamos um trilho para a formação de um líder, mas nos faltava uma estratégia clara de como transformar um líder em um discipulador. Agora que a temos, forneceremos um roteiro básico de como deve acontecer o nosso discipulado em todos os níveis.

Cada líder de célula, um discipulador

O limite de células para um discipulador de líderes depende de sua capacidade e tempo disponível para acompanhá-las. Enquanto o discipulador não atingir seu limite, ele poderá remanejar para si todas as multiplicações das suas células.

Cada líder de célula já discipula os líderes em treinamento, mas o seu alvo deve ser levá-los a se tornarem líderes. Quando isso acontece, ele se torna naturalmente um discipulador de líderes. O alvo é que cada líder de célula se torne um discipulador.

Para atingir o alvo, cada líder deverá constituir na célula três líderes em treinamento, que serão seus discípulos e também cooperadores na mesma. A primeira função e encargo do líder em treinamento deve ser apascentar os demais membros da célula.

Tornamos-nos discípulos para nos multiplicarmos. Assim, cooperamos com o Espírito Santo para a formação de crentes maduros que também se multiplicarão. Temos um grande potencial, vidas que nos foram confiadas pelo Senhor.

Precisamos somente entender que não temos escolha, o Senhor nos mandou fazer discípulos. Um líder de célula que não discipula ninguém está simplesmente ignorando uma ordem do Senhor Jesus (Mt 28.19,20). Um líder só aprende a liderar sendo discipulado por outro líder.

Atitudes de um líder de célula que discipula o líder em treinamento

• Não se isola dos seus discípulos 
• Repara as responsabilidades da célula com eles 
• Leva-os consigo em todas as reuniões de liderança 
• Delega a eles uma parte dos membros da célula para que eles os apascentem 
• Estuda com eles o Manual da Visão de Células 
• Planeja junto com eles cada evento da célula 
• Avalia junto com eles o acompanhamento dos membros 
• Não tem medo de que seu discípulo se torne maior do que você

Os equívocos mais comuns do discipulado 

• O discipulador deve andar atrás do discípulo 
• O discipulado é para alguém cuidar de mim 
• Discipulado é somente para pegar relatórios 
• Aceito o discipulado, mas não que falem na minha vida pessoal 
• Não tenho tempo para o discipulado 
• Posso crescer sozinho
• Quero ser discipulado, mas não quero liderar
• Quero liderar, mas não quero o discipulado 
• Quero ser discipulado, mas não quero que cobrem nada de mim – o alvo do discipulado é o crescimento 
• Quero ser discipulado, mas não quero cuidar de discípulos

Transformando membros em discípulos (At 6.1,2)

O livro de Atos se refere aos irmãos como “a comunidade dos discípulos”. Isso revela que o que estava no coração dos líderes da igreja não era apenas pregar o Evangelho e salvar pessoas, mas sim, fazer discípulos de Jesus. Em nossa igreja, a célula é o lugar de formar discípulos, este é o grande desafio.
Para alcançar esse desafio, o líder de célula precisa considerar três pontos essenciais: primeiro, encarar seus desafios como líder e superar os seus próprios bloqueios; segundo, suprir as necessidades dos membros através do ensino da Palavra; terceiro, investir adequadamente nos líderes em treinamento discipulando-os. 
Dessa forma o discipulado alcança todos os membros da igreja. Começando com o pastor da igreja local, até os novos convertidos. O alvo desse discipulado é passar o DNA. 
O crescimento da igreja está associado diretamente com o crescimento das células. E o crescimento das células, por sua vez, depende da atitude dos seus líderes em formar discípulos.

Pr. Aluízio A. Silva


Palavra da Célula 28 outubro 09 – Paulo, o discipulador de Timóteo

Outubro 26, 2009

discipuladoQualquer um que se coloca como pai espiritual, discipulador, precisa manifestar as qualidades de Paulo. Vamos ver algumas delas:

1. Mantinha um relacionamento de pai e filho


Paulo trata Timóteo repetidas vezes como filho (1Tm 1.2;18; 2Tm 1.2;2.1). Vivemos em uma geração de muitos líderes órfãos, líderes que nunca aprenderam a ser filho e que por isso não conseguem exercer uma paternidade espiritual livre e saudável. Precisamos desesperadamente que o Senhor restaure em nós esse tipo de relacionamento.

2. Era amoroso

É precioso ver como Paulo se referia a Timóteo. Não espere ter discípulos se você não consegue expressar amor. Sabemos como a expressão do amor de um pai é vital para o crescimento e a identidade do filho. Há filhos que são gerados e outros que são adotados, mas em ambos os casos devemos amá-los incondicionalmente.

3. Era intercessor


Paulo orava por Timóteo de noite e de dia. Quando amamos um filho, oramos por ele; quando amamos um discípulo, temos encargo pela sua vida. Deixar de orar por um discípulo é sinal de indiferença e relacionamento superficial. É um grande privilégio ter um discipulador intercessor.

4. Mantinha intimidade

Paulo se lembrava das lágrimas de Timóteo. Isso significa que ele tinha liberdade para chorar diante de Paulo. Ele não se envergonhava disso. Em um verdadeiro relacionamento de discipulado, é normal deixar o coração transparecer. Temos liberdade para chorar e para celebrar.

5. Alegrava-se em estar junto

Paulo ficava ansioso para ver Timóteo e assim, transbordar de alegria. Um relacionamento de discipulado onde não há alegria na comunhão, no simples estar junto, certamente não está correto. É preciso avaliar onde está o problema.

6. Era benígno


Paulo tinha a atitude resoluta de enxergar em Timóteo suas qualidades e virtudes. Paulo não insistia que seu discípulo precisava melhorar, mas comunicava-lhe uma profunda aceitação. Não questionava a fé de Timóteo, mas simplesmente presumia o melhor a respeito do filho.

7. Desafiava ao crescimento

Todo discipulador precisa admoestar e exortar o discípulo ao crescimento. Paulo sabia do potencial e da unção que havia em Timóteo. Ciente disso ele desejava levar seu discípulo a ser plenamente útil nas mãos de Deus. Precisamos acreditar em nossos discípulos e no potencial deles sob a unção do Espírito Santo.

8. Transferia unção

No Novo Testamento Paulo é exemplo de que há poder na imposição de mãos e que, de fato, existe transferência de unção no discipulado (Nm 11.16,17). O Senhor vai transferir o espírito que está em você e compartilhá-lo com seus discípulos. Você consegue perceber como é sério ser e ter um discipulador? Entenda a responsabilidade, o discipulador é o padrão para o discípulo. Deus vai transferir o que você tem e compartilhar com os discípulos.

9. Discernia a condição espiritual do discípulo

Paulo sabia das dificuldades de Timóteo. Primeiro ele era jovem demais (1Tm 4.12) e isso certamente o fazia tímido e inseguro. Além disso, Paulo sabia que Timóteo era propenso a doenças (1Tm 5.23). Mas o principal é que Timóteo tinha mais tendência a apoiar-se em outros do que a liderar.

10. Ensinava por palavras e por demonstração

Paulo mostrou a Timóteo como ensinar e viver (2Tm 3.10,11). Ele desafiava Timóteo a reproduzir o que recebeu dele. Mais que isso, desafiava-o a multiplicar-se discipulando as pessoas certas para que estas, por sua vez, transmitissem às outras o que receberam. 

Vamos ver algumas características de Timóteo que nos mostram como deve agir um bom discípulo:

1. Tratava seu discipulador como pai espiritual (1Co 4.17)

O discípulo antes de qualquer coisa deve aprender a ser filho. Em Hebreus diz que o Senhor teve de aprender a obedecer (Hb 5.8). Ele era Deus e nunca teve que obedecer ninguém. Ele era Deus, mas teve de aprender a ser filho. Para aprender a ser pai, antes precisamos aprender a ser filho.

2. Imitava seu discipulador (1Co 4.14-16)

Os coríntios não imitavam Paulo, mas este se colocou como um modelo a seguir, um exemplo. Evidentemente todo discipulador possui falhas, mas o discípulo que tem um coração correto sempre terá de Deus o discernimento do que deve ser imitado.

3. Era um cooperador (Rm 16.21)


Todo discípulo é também um cooperador. Um líder em treinamento coopera com o líder da célula enquanto é discipulado por ele. É exatamente enquanto cooperamos que aprendemos.

4. Era fiel ao discipulador (1Co 4.17)


O discípulo não murmura com terceiros a respeito das falhas do discipulador ou dos problemas que possa ter de enfrentar. A relação entre ambos tem de ser de mútua transparência. O discípulo é um escudeiro para seu discipulador, o protege e até o carrega quando pode. A lealdade é a condição vital para que aconteça uma relação de discipulado.

5. Era confiável (Fp 2.20)

Tornamo-nos confiáveis quando somos transparentes. Um bom discípulo abre seu coração com o seu discipulador. Também nos tornamos confiáveis quando nos permitimos ser tratados. Apenas ser transparente não nos qualifica, mas quando somos transparentes e nos permitimos ser tratados e disciplinados, conquistamos uma posição de confiança.

6. Tinha o caráter aprovado (Fp 2.22)


Todo discípulo precisa ser humilde e ensinável, não deve rejeitar correções. Ele deseja ouvir a avaliação de sua vida e de seu ministério, de modo que possa crescer. Creio que ser ensinável é a característica mais importante de um discípulo, pois se precisar de correção em quaisquer outras áreas, será possível trabalhá-las sem grandes conflitos.

7. Tinha o coração sincero (2Tm 1.5)


A meu ver, a maior responsabilidade para um bom relacionamento de discipulado está sobre o discípulo. Normalmente o discipulador possui muitas ocupações e, por isso o discípulo deve fazer os ajustes necessários para se adaptar à rotina do discipulador. Ele deve ter a iniciativa de buscar o discipulador e assegurar que o relacionamento cresça gradualmente (Hb 13.17).

Pr. Aluízio A. Silva

Fonte: www.IgrejaVideira.com


Palavra da Célula 07 out 09 – As prioridades de Deus

Outubro 7, 2009

oneCornélius deveria ser alguém bastante ocupado, pois durante todo o tempo do ministério de Jesus, ele nunca tinha ouvido falar do Senhor. Esse homem era um judeu convertido e dizia o livro de Atos que ele era temente a Deus, de contínuo orava e dava esmolas (At 10. 1-2). Até que um dia o anjo do Senhor lhe apareceu. É importante frisar que o anjo não lhe apareceu enquanto via TV e nem enquanto jogava videogame. Cornélius estava jejuando e orando quando o anjo lhe apareceu (At 10. 30-31).

Observe mais uma vez as três dobras na vida de um discípulo: oração, jejum e oferta. O jejum tem o poder de nos colocar no fluxo das prioridades de Deus. O jejum nos permite separar nossos desejos de nossas reais necessidades. Na verdade, nos permite discernir aquilo que apenas queremos daquilo que é um desejo profundo do coração. O jejum nos coloca de volta na corrente principal das prioridades de Deus (Ex 13. 11-12).

As escrituras nos dizem que tudo aquilo que é o primeiro pertence a Deus. Vivemos um tempo de uma forte ênfase na comunhão e na vida da célula. Isso é bom, mas podemos nos tornar demasiadamente focado no horizontal e nos esquecemos do vertical. A cruz possui duas dimensões: a horizontal e a vertical. 
O jejum faz com que as nossas prioridades se tornem mais verticais, em linha com o coração de Deus. Gostaria de mostrar as prioridades de Deus em alguns aspectos chave da vida que tendemos a colocar fora de ordem e de como o jejum pode ordená-los corretamente.

O espírito (1Ts 5.23)

A seqüência bíblica espírito, alma e corpo não é por acaso. A prioridade de Deus é o seu espírito, depois a alma e por fim o corpo. Quando colocamos o corpo como prioridade invertemos completamente os valores celestiais. 
De acordo com o princípio do primeiro, aquilo que você coloca em primeiro na sua vida vai comandar o resto. O primeiro estabelece o governo e a ordem. Tudo aquilo que você coloca como primeiro estabelece seu poder sobre a sua vida. Se você coloca espírito em primeiro lugar a carne vai ser sempre sujeita a vontade de Deus. 
Quando jejuamos temos uma melhor perspectiva para não andarmos ansiosos por coisas como comer e vestir. Entendemos que a vida é mais que o alimento e o corpo mais que as roupas (Mt 6.25; Rm 8.13).

O perdão

Nós sempre pensamos que o culto é a prioridade de Deus, mas o Senhor diz que um relacionamento amoroso e perdoador vêm em primeiro lugar. A reconciliação vem antes do culto (Mt 5.23). 
Evidentemente Deus deseja a nossa adoração pública e corporativa, mas isso não nos exime de guardar nossa vida íntima com uma contrição e coração perdoador. Certa ocasião, uma mulher mandou desentupir o poço. O poço tinha sido furado por seu pai e ela se lembra que quando foram fechá-lo a primeira coisa que ela jogou ali foi um pote. Mesmo quando o cisterneiro disse ter limpado tudo ela insistia que cavassem, até que achassem o pote. Tudo por uma razão bem simples: “a primeira coisa jogada no poço vai ser a última a ser retirada”.

O jejum permite ao Espírito Santo escavar em nossas vidas para tirar entulhos que impedem a fonte jorrar. Normalmente, os entulhos que foram atirados primeiro são os últimos a serem retirados. 
Limpe por dentro (Mt 23. 25-26)

O jejum nos permite ter discernimento das coisas interiores de maneira que podemos ser purificados por dentro para que naturalmente o nosso exterior seja mudado. 
Muito facilmente nos tornamos legalistas, observando o exterior das pessoas e das coisas, mas o jejum nos permite entrar em contato com as partes escuras da nossa alma. Quando isso acontece podemos confessar e sermos purificados pelo sangue de Jesus.

Tire a trave do seu olho (Mt 7. 1-5)

O jejum é um tempo de examinar-se a si mesmo. Só podemos ver traves em nossos olhos quando separamos tempo para buscar a luz de Deus. Tempo de jejum é tempo de luz. Somos naturalmente inclinados e ver as pequenas falhas dos outros e sermos intolerantes com elas, mas quando jejuamos o Espírito Santo encontra ocasião para mostrar a trave em nossos olhos (Gl 6. 1-3).

A palavra “corrigi-o” usada aqui é traduzida como “to reset” ou resetar em um comentário bíblico em inglês. Isso significa apagar completamente o passado e começar de novo. 
Busque o reino de Deus (Mt 6. 31-33)
Se a pobreza tem matado milhares, a prosperidade tem matado milhões. Muito mais pessoas tem se esquecido de Deus por causa da prosperidade do que por causa da necessidade. O jejum coloca nossas prioridades em ordem. O reino de Deus vem primeiro. Na verdade, o jejum nos ajuda a buscar em primeiro lugar as coisas do reino. 
Mantenha o primeiro amor

Você se lembra da última vez que ficou apaixonado pelo Senhor? Existem pessoas que se esquecem de comer, e eu certamente não sou uma delas. A única vez de que me lembro ter esquecido de comer foi quando apaixonei pela minha esposa. Algumas vezes, saíamos para conversar e eu simplesmente esquecia a comida no prato, de tão deslumbrado que estava (Ap 2.4).

Nem preciso dizer o quanto é fundamentar ter o primeiro amor restaurado. Creio que o jejum tem o poder de restaurar em nós uma fome pelo Senhor e um prazer nas coisas espirituais que talvez já tínhamos perdido. 
Se você já não tem mais aquele apetite pelas coisas de Deus, se percebe a presença do Senhor próximo de você e não tem mais aquele entusiasmo na adoração, então certamente você precisa jejuar. Que esse jejum seja um tempo onde as prioridades de Deus sejam colocadas no lugar certo na sua vida.

Pr. Aluízio A. Silva

Fonte: www.IgrejaVideira.com


Palavra da Célula 30 set 09 – Destronando o rei estômago

Setembro 29, 2009

DSC01356-yTudo que conquistei ministerialmente foi por meio de jejum. Foi durante um jejum que fui chamado para o ministério e foi durante um jejum que decidimos começar a Videira. Foi no final de um jejum que compramos tanto o prédio da Videira do Bueno e o da praça da Bíblia. E também é por meio de jejuns que conquistamos a multiplicação das células a cada ano.

Eu não tenho dúvida de que o jejum é uma poderosa arma espiritual contra o inferno e um grande instrumento para edificar nossa fé e ver o poder de Deus liberado. Nesse ano completamos o décimo ano em que sistematicamente jejuamos duas vezes por ano.

Todo projeto tem um lugar de nascimento, e quando Deus coloca no seu coração sonhos que podem ser alcançados somente pelo poder do céu, então você precisa jejuar e orar. O jejum libera a unção, o favor e a bênção de Deus sobre seus filhos.

As três dobras

Muitos carregam conceitos errados a respeito do jejum. Em primeiro lugar o jejum não é simplesmente ficar sem comer. Isto é dieta ou passar fome, mas não jejum. O jejum também não é algum tipo de penitência praticada por fanáticos e nem é algo para ser feito apenas por monges que vivem trancados em algum mosteiro. De maneira simples: o jejum é se abster de comida para um propósito espiritual.

No capítulo 6 de Mateus enquanto Jesus dava a constituição do Reino ele falou de três coisas que todo discípulo deveria fazer e ensinou a maneira correta de fazê-las: “quando deres”(v. 2), “quando orardes” (v. 5) e “quando jejuardes” (v. 16).

Ofertar, orar e jejuar são as três dobras de uma corda espiritual que não pode se romper (Ec 4.12). Essas três coisas quando praticadas juntas produzem solidez na vida do discípulo.

Todos concordam com a oração, alguns com a oferta, mas muito poucos cristãos realmente possuem a disciplina do jejum. Precisamos apenas nos lembrar que se Jesus, que podia todas coisas, teve de jejuar, muito mais nós para romper com as cadeias espirituais.

Destronando o rei estômago


Creio que uma vez que você decide jejuar o Senhor lhe dá uma graça especial para chegar ao fim do jejum, porque o Senhor olha o coração. Mas você tem que tomar a decisão de tirar o seu estômago do trono.

Eu imagino que seja verdade quando dizem que o caminho do coração dos homens é o estômago, e que o diabo sabe disso.

a. O homem caiu pelo estômago

Você e eu sabemos que o homem só caiu no Éden por que viu que “a árvore era boa para se comer e agradável aos olhos” (Gn 3.6). O estômago foi o primeiro a cair e depois da refeição agradável o homem se escondeu no meio das árvores do jardim. Hoje sofremos as consequências do apetite deles.

b. O pecado de Sodoma


Pensamos que o pecado de Sodoma e Gomorra estava relacionado apenas com sexo e perversões, nem todos sabem que a comida foi também uma causa. “Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e próspera tranqüilidade teve ela e suas filhas; mas nunca amparou o pobre e o necessitado. Foram arrogantes e fizeram abominações diante de mim; pelo que, em vendo isto, as removi dali” (Ez 16.49,50).

Veja as três dobras aqui: ela não ofertou ao pobre, fizeram abominações em vez de orar e também viviam da fartura do pão, isto é, glutonaria.

c. O desprezo de Esaú

Jacó cometeu muitos erros, mas no fim recebeu a bênção no lugar de Esaú. Porque? Talvez Esaú fosse uma pessoa melhor do que Jacó, mas era escravo do seu estômago. “Esaú respondeu: Estou a ponto de morrer; de que me aproveitará o direito de primogenitura? Deu, pois, Jacó a Esaú pão e o cozinhado de lentilhas; ele comeu e bebeu, levantou-se e saiu. Assim, desprezou Esaú o seu direito de primogenitura” (Gn 25.32,34).

Esaú perdeu a bênção por causa da cobiça da gratificação instantânea. O autor de Hebreus nos adverte para não sermos como Esaú, chamado de impuro e profano. “Nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura” (Hb 12.16). Trocar coisas espirituais por comida é se tornar impuro e profano aos olhos de Deus.

d. Os murmuradores do deserto

Depois que Deus libertou o povo da escravidão do Egito, os conduziu para o deserto onde por quarenta anos os sustentou com o maná. Eles nunca ficaram doentes, porque era uma comida perfeita dos céus. No entanto a Bíblia diz que: “E o populacho que estava no meio deles veio a ter grande desejo das comidas dos egípcios; pelo que os filhos de Israel tornaram a chorar e também disseram: Quem nos dará carne a comer? Lembramo-nos dos peixes que, no Egito, comíamos de graça; dos pepinos, dos melões, dos alhos silvestres, das cebolas e dos alhos. Agora, porém, seca-se a nossa alma, e nenhuma coisa vemos senão este maná” (Nm 11.4-6).

Deus ouviu suas reclamações. E como qualquer filho pode testemunhar, não é uma boa idéia reclamar da comida da mãe. Então o Senhor disse: “amanhã e comereis carne; porquanto chorastes aos ouvidos do SENHOR, dizendo: Quem nos dará carne a comer? Íamos bem no Egito. Pelo que o SENHOR vos dará carne, e comereis. Não comereis um dia, nem dois dias, nem cinco, nem dez, nem ainda vinte; mas um mês inteiro, até vos sair pelos narizes, até que vos enfastieis dela, porquanto rejeitastes o SENHOR, que está no meio de vós, e chorastes diante dele, dizendo: Por que saímos do Egito?” (Nm 11.18-20). E eles comeram até se empanturrarem, mas enquanto ainda estavam com a carne entre os dentes veio o juízo sobre eles e muitos morreram (v. 33).

Deus tinha bênçãos sobrenaturais para os israelitas no deserto, mas eles preferiram os apetites carnais. Muitos não têm recebido mais de Deus porque ainda são governados pelo rei estômago. Deus quer derramar Suas bênçãos sobrenaturais em nossas vidas, mas precisamos entender que Ele deseja que jejuemos e oremos.

Aluízio A. Silva


Palavra da Célula 16.set.09 – Uma vida cheia do Espírito ( Jo 3.8)

Setembro 15, 2009

 

Palavra da Célula

Palavra da Célula

A vontade de Deus é que seus servos dêem muitos frutos. Não tenha dúvida disso, porém, isso só é possível através de uma vida cheia do Espírito (Lc 24.49). Esse é um dos primeiros requisitos para que o avivamento aconteça no nosso meio.

Uma vida cheia do Espírito será traduzida em pelo menos dois elementos. São eles:

1. Poder do alto

 

A razão porque não somos mais prósperos é que não contamos com o Espírito Santo entre nós, em poder e energia, como nos tempos primitivos. Uma hora de trabalho, no poder do Espírito, pode realizar mais do que um ano de trabalho na energia da carne. E o fruto permanecerá para sempre (Jo 3.6; 1Co 2.4).

2. Convicção do pecado

É necessário que o pecado seja profundamente sentido, antes de poder ser lamentado. Os pecadores devem sentir tristeza, antes de receber consolo. É necessário um profundo arrependimento e convicção de pecado antes que venha a glória de Deus.

A falta do poder e da glória de Deus devia ser considerada como prova de inaptidão para o pastor, o diácono, presbítero, discipulador, líder de célula ou até mesmo para um professor de escola cristã (Jo 15.5). Os seminários não devem recomendar ninguém às igrejas, se ele não tiver obtido o grau mais elevado: o revestimento do poder do alto. 

Buscamos o avivamento, contudo, para que ele seja gerado, devemos cumprir com algumas rotinas espirituais:

1. Oração (Is 66.8)

As almas não são salvas pelo homem, e sim por Deus. Ele opera em resposta à oração, não temos outra alternativa. A oração movimenta o braço divino, que põe o avivamento em ação. A conversão é uma operação efetuada pelo Espírito Santo, e a oração é o poder que a assegura.

2. Comunhão com o espírito santo

Os nossos dias, mais do que nunca, precisam de homens que vivam em plena comunhão com o Espírito, que sejam íntimos do Espírito Santo. Na Bíblia, comunhão significa : 

a. Presença 
b. Confraternização 
c. Compartilhamento
d. Participação
e. Intimidade
f. Amizade 
g. Camaradagem

O Espírito Santo é uma pessoa, mas Ele também pode ser reconhecido através de alguns símbolos, entre eles o vento.

O vento

Normalmente, temos padrões de pensamentos estabelecidos a respeito de quase tudo na vida, inclusive a respeito de como o Espírito se move. A vida cristã é Cristo se movendo e existindo em nós. Se estivermos fora de tal mover, estamos fora do avivamento e somos os mais miseráveis. Quais são as características desse mover:

1. O Espírito é livre para agir

Não há nada que você possa fazer a respeito do vento, para Ele não há proibições. Não há governos, nem decretos, não há papa nem apóstolo que lhe dê ordens, ninguém pode impedi-lo de soprar e nem obrigá-lo a tal. 

2. O Espírito obedece às Suas próprias leis

Deus pode ungir quem nós menos esperamos, e não ungir quem esperamos. Nenhum dos profetas que escreveram a Bíblia vieram das escolas dos profetas. Eliseu estava no campo; Amós estava na fazenda; Oséias estava na padaria; Jeremias e Ezequiel estavam no meio do povo.

3. Ouve-se a Sua voz


Avivamento é fruto de ouvir a voz do vento. Felipe ouviu a voz do Espírito em Samaria e foi para o deserto, quando estava no meio de um forte mover. Se você se apegar ao seu passado e exigir que Deus faça o que você considera importante e desejável, você jamais obterá o fluir do Espírito. 

A pessoa 

Dissemos que o Espírito Santo é uma pessoa. Aqui, precisamos explicar algo: não podemos resistir ao vento, mas podemos resistir à pessoa do Espírito e impedi-lO de operar. Resistimos ao Espírito Santo todas as vezes que nos opomos à Sua Palavra e à Sua vontade para nossa vida; todas as vezes que fazemos prevalecer nosso querer em detrimento do dEle, ou pior, quando ignoramos o Seu querer. 

Você, alguma vez, já entristeceu alguém que você ama muito? Não há ninguém que o ame mais que o Espírito Santo e Ele pode ser entristecido por você. O que pode entristecer o Espírito? Amargura, cólera(raiva), ira(ódio), gritaria(confusão), blasfêmias(insulto, irreverência), malícia(maldade, astúcia, má fé) e furto (Ef 4.30,31).

Até aqui, entendemos que precisamos cumprir alguns requisitos para sermos cheios do Espírito; entendemos ainda que ele pode ser resistido. Falamos que precisamos ter comunhão com Ele, mas ainda não falamos como fazemos isso. Só existe um jeito, a entrega.

Entrega

É como no casamento, um ato altruísta de rendição amorosa. Se você quiser separar partes para serem só suas, seu relacionamento não poderá ser pleno. Só uma entrega total produz comunhão total.

Quando um cônjuge ignora o outro, dá-se início um caminho de animosidade e amargura que pode, muitas vezes, culminar até mesmo em divórcio. A mesma coisa acontece quando você negligencia o Senhor, você irá sentir amargura e raiva, como aconteceu com o povo de Israel no deserto (Nm 14.2,3;27). 

Eles deixaram de buscar ao Senhor e seus corações se endureceram. O resultado disso foi que eles morreram no deserto. O mesmo Espírito que mostrou-se essencial para a obra terrena de Cristo é necessário para você. Ele é indispensável. Ele quer fazer uma entrada triunfal em sua vida. E o convite de hoje é: entregue-se a Ele totalmente!

Naor Pedroza

fonte: www.IgrejaVideira.com


Palavra da Célula 09 set 2009 – Como alcançar a Glória de Deus

Setembro 9, 2009

tocar_gloriaHavia sobre Moisés o encargo de conduzir o povo de Deus à Sua vontade. Deus o havia escolhido. Moisés “impõe” uma condição a Deus para ir além com a obra que estava diante dele: que Deus manifestasse Sua presença e glória.

Essa seria a prova de que Deus estava com eles e que teriam sucesso nas suas caminhadas (v. 16). Todos as vezes que o Senhor nos desafia a avançar, precisamos ter a certeza de que Ele está conosco, do contrário, como Moisés, devemos nos recusar a avançar. A manifestação de sua presença e de sua glória é a prova, o selo da segurança celestial.

Deus nos desafia a subir nessa cidade, porém precisamos ter a certeza da Sua presença conosco. Em todos os desafios de sua vida, não cometa a loucura de subir sem a prova de que o Senhor está com você. Muitos irmãos e igrejas têm subido sozinhos e por isso são derrotados.

Logo após a prova de Deus a Moisés, Ele o entrega as tábuas da lei. Todas as vezes que temos a Sua presença conosco temos também Sua Palavra para nos conduzir.

“Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo.” (2 Co 4.6).

A palavra de Deus nos revela que Cristo é a Glória de Deus. Buscar a Cristo, é buscar a Glória de Deus.

Moisés é um exemplo de uma pessoa a quem Deus manifestou Sua glória.

“Então, disse o SENHOR a Moisés: Sobe a mim, ao monte, e fica lá; dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que escrevi, para os ensinares. Levantou-se Moisés com Josué, seu servidor; e, subindo Moisés ao monte de Deus, disse aos anciãos: Esperai-nos aqui até que voltemos a vós outros. Eis que Arão e Hur ficam convosco; quem tiver alguma questão se chegará a eles. Tendo Moisés subido, uma nuvem cobriu o monte. E a glória do SENHOR pousou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; ao sétimo dia, do meio da nuvem chamou o SENHOR a Moisés” (Ex 24.12-16).

1-Obediência ao chamado de Deus

Obedecer é mais importante que sacrificar (oração).

2-Separou-se para buscar a Deus – subiu sozinho

Entre para o teu quarto, feche a porta e ore ao Senhor.

3-Buscar até encontrar – Deus apareceu somente no sétimo dia

“Cerca de oito dias depois de proferidas estas palavras, tomando consigo a Pedro, João e Tiago, subiu ao monte com o propósito de orar. E aconteceu que, enquanto ele orava, a aparência do seu rosto se transfigurou e suas vestes resplandeceram de brancura. Eis que dois varões falavam com ele: Moisés e Elias, os quais apareceram em glória e falavam da sua partida, que ele estava para cumprir em Jerusalém. Pedro e seus companheiros achavam-se premidos de sono; mas, conservando-se acordados, viram a sua glória e os dois varões que com ele estavam. Ao se retirarem estes de Jesus, disse-lhe Pedro: Mestre, bom é estarmos aqui; então, façamos três tendas: uma será tua, outra, de Moisés, e outra, de Elias, não sabendo, porém, o que dizia.” (Lc 9.28-33).

4- Moisés viu a glória de Deus – Cristo

Levantemo-nos como uma igreja de discípulos, com o coração como os dos primeiros mais necessitados do Senhor, como Maria. Clamemos por Ele, juntos, para que Sua última e maior manifestação, a do deus Espírito Santo, se manifeste entre nós, para rompermos no tão esperado avivamento dos últimos dias e assim, uma grande colheita como jamais vista antes aconteça entre nós. Clamemos ao Senhor com um coração desesperado por Sua glória.

Pr. Naor Pedroza
Fonte: www.IgrejaVideira.com


Palavra da Célula 26 ago 09 – O voto do Nazireu

Agosto 24, 2009

sansãoNazireu quer dizer “separado”. É uma pessoa que se consagra a Deus voluntariamente.
O voto do Nazireu consistia em três aspectos: abster-se do produto da uva, não cortar o cabelo e não tocar em cadáveres.

1- O voto do Nazireu

a. O produto da uva (Nm 6.3-4)

A primeira coisa que o Nazireu devia abster-se era do vinho e de todo o produto da uva. O vinho simboliza a alegria natural da vida. Todo aquele que deseja ser um Nazireu, deve se abster da alegria que o mundo oferece. 
O apóstolo Paulo compara o enchimento com Espírito Santo à embriaguez do vinho (Ef 5.18). Esta é a razão por que um Nazireu não bebia vinho: para mostrar que o seu maior prazer e deleite era a pessoa do Senhor.

b. Não cortar o cabelo (Nm 6.5)

O cabelo era o sinal mais evidente da consagração de um Nazireu. Deixar crescer o cabelo é um sinal de submissão a Deus (1Co 11.10;14). Nós hoje somos os Nazireus de Deus e devemos estar sujeitos ao Senhor e aos irmãos.
Deixar o cabelo crescer significa também desonra (1Co 11.4). Então, um Nazireu é aquele que nega a própria glória e a dá a Deus. É aquele que não se importa de sofrer desonra em nome de Deus e obedecer à Sua Palavra.
O cabelo comprido do Nazireu era o sinal mais evidente de sua consagração, porque expressava submissão e obediência. A nossa consagração ao Senhor sempre envolverá a disposição em sofrer afrontas e zombaria e de nos submetermos completamente a Deus.

Mas no exemplo de Sansão vemos que o cabelo também estava relacionado com o poder. O cabelo comprido mostrava que ele era um com Deus e que daí vinha a sua força. Depois que Sansão teve seu cabelo cortado, perdeu suas forças e passou a ser subjugado pelos filisteus.

c. A afeição natural (Nm 6.7)

Um Nazireu não podia tocar em cadáveres mesmo que este fosse de seu próprio filho. Ele deveria colocar a sua família em segundo plano, nem mesmo podia velar a morte de um filho. Jesus disse que se alguém amasse pai e mãe, mais do que a Ele, não seria digno de ser seu discípulo. Não devemos ser impedidos de servir a Deus por causa de pai, mãe, esposa e filhos (Lc 14.26). Aqueles que não conseguem priorizar o Senhor e se desvencilhar dos laços familiares, não possuem uma consagração completa ao Senhor de fato.

d. Rejeitar a morte – (Nm 6.6)

O Nazireu deveria também se afastar de cadáveres, rejeitar tudo aquilo que é morte. Há muitas coisas que não são necessariamente pecaminosas, mas trazem consigo a morte, pois não tem origem em Deus.
Aquele que se consagra ao Senhor deve ser cuidadoso com aquilo que ouve, vê e lê. Ser consagrado ao Senhor é mais que rejeitar o pecado, e a carne. Ser consagrado ao Senhor é rejeitar tudo aquilo que estiver impregnado de morte.
No mundo espiritual, temos três inimigos, e cada um deles opõe-se a uma pessoa da Divindade. O diabo se opõe a Cristo (Mt 4.1-10),a carne faz guerra contra o Espírito (Gl 5.17) e o mundo se opõe ao Pai (1Jo 2.15-17). O Mundo, e tudo o que nele há, é morte diante de Deus.
Para vencer o diabo, basta repreendê-lo e resisti-lo pela fé; para vencer o pecado, basta confessá-lo e crer no poder do sangue do Cordeiro; a morte, no entanto, só pode ser vencida através da comunhão e do amor do Pai. Muitos irmãos não são cheios do Espírito, simplesmente, porque não têm o coração consagrado a Deus. A consagração é uma das principaiscondições para sermos usados por Deus.

O exemplo de Sansão – (Js 13.1-5)

Sansão foi escolhido por Deus desde o ventre materno. Um dia, um anjo apareceu aos seus pais lhes disse que teriam um filho, o qual seria consagrado ao Senhor desde o ventre. E o mesmo se deu conosco: o Senhor nos escolheu quando ainda estávamos no ventre materno (Sl 139.16).
Por isso o inimigo quer quebrar nossa consagração, a fonte da nossa força espiritual que é a unção do espírito. O inimigo sabe que sem a unção não temos poder. Por isso, ele procura nos seduzir com o intuito de quebrar a nossa consagração espiritual. Foi o que aconteceu com Sansão.

O diabo é astuto e não nos conduz diretamente ao pecado. Primeiro, ele nos convence de que não tem nada de errado em passear entre os parreirais e sentir o cheiro das uvas (Jz 4.5). Muitos irmãos não vivem no pecado ou no mundo, mas na fronteira entre ambos (Jz 14. 8-9).
A tentativa inicial do diabo para seduzir Sansão entre as vinhas não obteve êxito. Da mesma forma, a artimanha para fazê-lo tocar no cadáver do leão também não surtiu o efeito desejado. Por último, o inimigo usou uma mulher para induzi-lo a cortar os cabelos. E quando, enfim, os cabelos de Sansão foram cortados, ele perdeu todas as forças, e foi entregue por Dalila aos filisteus. Levado para o cárcere, furaram-lhe os olhos e obrigaram-no a rodar um moinho(Jz 16.19-21).

As conseqüências imediatas da consagração quebrada são:

• Perda do poder para vencer o pecado e subjugar o inimigo;
• Perda da liberdade conquistada em Cristo: por causa do pecado, muitos que outrora foram libertos, vivem sob jugo de escravidão do diabo;
• Perda da visão, do discernimento e da sensibilidade espiritual;
• Perda da direção espiritual: por causa das cadeias espirituais que nos prendem, passamos a andar em círculos.

A consagração é sempre seguida pela unção. E todas as vezes que o óleo desce sobre nós, a luz de Deus ilumina o nosso interior e dessa forma, sabemos para onde ir e como chegar lá. Quando não há consagração, gastamos muita energia e produzimos quase nada. Mas se a unção está sobre nós, vemos o que outros não vêem, fazemos o que outros não fazem, avançamos enquanto outros desistem.

Aluízio A. Silva
fonte: www.IgrejaVideira.com


Palavra da Célula – Os três avanços do Pecado

Julho 30, 2009

sentada joelhos fechadosTodo pecado é uma grande fraude. Ele promete prazer e paga com desgosto; propagandeia a liberdade, mas nos escraviza; levanta bandeira da vida, mas seu salário é a morte; tem aroma sedutor, mas no fim seu cheiro é de enxofre.

Só os loucos zombam ou brincam com o pecado. Ele é a expressão de tudo aquilo que é maligno; é pior que pobreza, solidão ou doença; é pior até que a própria morte, pois nem ela pode tragá-lo, porque uma pessoa morre e continua em tormento eterno por conseqüência do pecado.
O pecado arruína o seu corpo, faz desfalecer a sua alma e impede o seu espírito de comungar com o Pai. E para aqueles que não foram salvos, o pecado garante o sofrimento eterno no lago de fogo e enxofre sem nenhuma esperança de redenção! “Quem não crê já está condenado” (Jo 3.18).

As conseqüências dos pecados

Com o passar do tempo, em nossa carreira cristã, passamos a ignorar as desgraças do pecado.
Esquecemos que para libertar o homem do pecado, Deus teve que Se fazer homem, despir-Se de Sua glória e tomar na cruz do calvário o justo juízo que deveria cair sobre nós! O cálice eterno da ira de Deus!

Em outras palavras, é como se em um único momento, Jesus suportasse o sofrimento eterno que todos os homens,
de todas as épocas, deveriam sofrer. A cruz foi muito mais do que os espinhos e os cravos!
O pecado no fez inimigos de Deus, antes da reconciliação(Rm 5.10). Imagine a nossa situação antes de sermos
salvos: Deus era o nosso inimigo. Quem poderia nos salvar? Mas não é porque fomos reconciliados com Deus, através
de Jesus Cristo, que podemos andar de qualquer forma ou falar qualquer coisa. Muitos temem o que os homens podem fazer contra nós, mas Jesus nos mostra que devemos temer apenas Aquele que tem o poder para lançar no inferno (Lc 12.5).

O pecado de Davi

Davi foi conhecido como um homem segundo o coração de Deus, mas sentiu na pele e na alma a tragédia do pecado.
A história cristã está repleta de gigantes espirituais que sucumbiram aos convites do pecado, manchando
o seu testemunho. Através do doloroso testemunho da queda de Davi, relatado no segundo livro de Samuel, entendemos que o pecado nos conduz a três avanços:

1. Leva-nos mais longe do que queríamos ir;
2. Retém-nos por mais tempo do que gostaríamos de ficar;
3. Custa-nos mais caro do que queríamos pagar.

Vamos analisar cada um deles mais detalhadamente.

1. Mais longe do que queríamosir Quando Davi viu Bate-Seba se banhando e deixou a cobiça crescer dentro de si até cometer o adultério,jamais imaginou que o caminho pelo qual estava entrando era um caminho de morte (2Sm 12.1-9).
Talvez pensasse que seria apenas uma aventura de verão. Mas, o pecado nunca é passageiro ou superficial. Seus efeitos são profundos e mais duradouros do que se pode imaginar (2Sm 12.10-15).

O pecado de Davi lhe trouxe conseqüências desastrosas.

Ele perdeu sua autoridade espiritual sobre sua família e sua casa desmoronou diante de seus olhos. Davi colheu
os frutos amargos de sua maldita semeadura.
Muitas pessoas passam a vida inteira chorando por uma decisão errada e praticada em questão de instantes. Pagam
um alto preço por uma desobediência!

2. Mais tempo do que gostaríamos de ficar

Como Davi não calculou custo do seu interesse por Bate-Seba, ele foi dominado pela concupiscência dos olhos
e pela paixão da carne. O adultério com Bate-Seba teve desdobramentos dolorosos para Davi, sua família e toda
nação de Israel.

O pecado de Davi não atingiu apenas a ele e sua geração, mas também a todas as gerações posteriores. Durante
todos os séculos que se seguiram a esse pecado, ele tem sido relembrado e a memória de Davi manchada! Palavra da Célula

Davi, o fi el pastor de ovelhas, o inspirado compositor, o grande músico, o infl uente líder, o rei conquistador que
ergueu um exército de valentes em meio a homens amargurados de espírito e endividados, manchou sua história
pelo pecado e seus terríveis desdobramentos!

Como fruto do adultério, Bate-Seba engravidou-se de Davi.

A criança adoeceu gravemente e apesar das insistentes petições de Davi, a criança morreu. Seu pecado durou
muito mais tempo que o desejo que o dominou. O que era para ser apenas um tempo de prazer, se converteu
em queda, angústia e juízo. O pecado é como a nascente de um grande rio, no seu nascedouro as águas são rasas. Mas depois, com a soma dos muitos afluentes, esse rio se torna intransponível e inadministrável.

3. Mais caro do que gostaríamos de pagar

O pecado de Davi lhe custou muito caro. Durante muito tempo, ele viveu atrás de máscaras, escondendo o seu
pecado e atraindo sobre o justo juízo de Deus sobre si (Sl51.3). 
A mão de Deus pesava sobre ele dia e noite e abatia o seu vigor (Sl 51.8). Davi perdeu sua reputação e ainda
os ímpios blasfemaram do nome de Deus por sua loucura (2Sm 12.14)!
Além disso, ele teve que administrar outras perdas. Sua filha Tamar, foi violentada pelo próprio irmão Amnom. Absalão,
irmão de Tamar, mandou matar a Amnom para vingar o que este havia feito com ela.
Depois, Absalão se rebelou contra Davi, seu pai, para tirar-lhe a vida e tomar-lhe o reino. Nessa seqüência de
desgraças, Absalão foi assassinado por Joabe, comandante do exército de Davi. Isso, apenas para citar alguns
valores cobrados pelo diabo, como conseqüência de um pecado que, a seu tempo, não foi rejeitado.

A restauração

É tempo de arrependimento. Deus nos chama hoje para mudarmos nossa vida. Podemos por um tempo esconder
o nosso pecado, mas ele não fi cará encoberto. O tempo em que ele permanece encoberto é o tempo da misericórdia
e da graça de Deus. Este é o tempo que o Senhor nos está dando para o arrependimento brotar do nosso coração.
Há um caminho de volta, e esse caminho está des crito na primeira carta de João: Se dissermos que não temos pecado, enganamonos a nós mesmos, e não há verdade em nós.
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fi el e justo para nos perdoar os pecados, e nos purifi car de toda a injustiça. (1Jo 1.9)

Só haverá restauração depois que houver arrependimento genuíno. O primeiro fruto do arrependimento é a confissão. 
Diante da confissão, o Senhor nos perdoa e nos purifica de toda injustiça.

Roberto Coelho
fonte: www.IgrejaVideira.com


Desculpas mais comuns para não entregar o dízimo

Abril 13, 2009

Palavra

O dízimo é um teste de fé em que muitos têm sido repro­vados. São muitas as desculpas aparentemente teológicas que as pessoas dão para tentar aplacar a sua consciência. Gostaria de abordar aqui as desculpas mais freqüentes.

1. O dinheiro é meu, eu ganhei

É comum a idéia de que temos completa autoridade sobre nossos bens. Mas a realidade é bem diferente: “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém” (Sl 24.1). Tudo o que temos vem do Senhor e indiretamente procede do nosso trabalho (1Cr 29.14). Os nossos bens nos perten­cem da mesma forma que o quarto do nosso filho perten­ce a ele. Na verdade, pertence aos pais que deram tempo­rariamente ao filho. Isso é muito mais verdadeiro quando se relaciona a nós que fomos comprados pelo sangue de Jesus (1Co 6.20).

2. Minha oferta é algo entre eu e Deus e ninguém mais

Muitos cristãos pensam que a sua oferta é algo privado e somente Deus pode saber. Eles usam o texto de Mateus 6 como justificativa: “Tu, po­rém, ao dares a esmola, igno­re a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita” (v. 3). Mas aqui as palavras de Je­sus estão relacionadas com a motivação do coração e não com a privacidade. Sempre que alguém insiste na priva­cidade é por ter algo a escon­der. É vontade de Deus que, como discípulos, prestemos conta da nossa fidelidade uns aos os outros. Ofertar é uma questão que envolve você, Deus e os irmãos.

3. Deus ama a quem dá com alegria, como não me sinto alegre, não dou de forma alguma

“Deus ama a quem dá com alegria” (2Co 9.7), mas isso não significa que você precisa esperar até se sentir sufi­cientemente alegre para dar. A obediência não depende de sentimento. A alegria, normalmente, vem durante ou de­pois de ofertarmos. Devemos aspirar sermos grandes do­adores e a melhor maneira de cultivar a alegria de dar é dando. Se você não sente alegria em ofertar, mude o seu coração, mas não deixe de ofertar.

4. Eu não confio na honestidade dos pastores e líderes, por isso não contribuo

Antes de tudo, precisamos entender que não damos à igre­ja, mas ao Senhor. É verdade que damos ao Senhor atra­vés da Igreja, mas não contribuímos como se fosse paga­mento de mensalidade de membros de um clube. Além disso, quem é você para julgar as motivações da sua lide­ lide­rança (Mt 7.1,2)? Será que nossos líderes necessitam de se arrepender ou nós é que precisamos rever nossa atitude?

O desconfiado não é confiável. Nós sempre julgamos os outros com base em nós mesmos. Como eu sou since­ro diante de Deus, acho que todo mundo é; como eu es­tou buscando a Deus, acho que os demais fazem o mes­mo. Nunca julgue pela aparência, mas somente pela reta justiça (Jo 7.24).

5. Eu gostaria de ofertar, mas eu não tenho o suficiente

Ofertar pode ser um luxo para o rico, mas é um privilégio para o pobre. Muitos dizem que não podem dar, mas o que eles querem realmente dizer é que não podem dar confor­tavelmente. Ofertar pode significar um sacrifício que pre­cisa de uma medida de fé, algo que a Bíblia nos convida a fazer; e o maior exemplo é o próprio Senhor Jesus. Ele se fez pobre para nos fazer ricos (2Co 8.9). A oferta genuína é um sacrifício do conforto pessoal pelo reino de Deus.

6. Eu estou cheio de dívidas, por isso não posso ofertar agora

Você tem obrigação não somente pa­ra com os seus credores, mas antes de tudo para com Deus. Especifica­mente, a Bíblia nos ensina a dar ao Senhor as primícias, ou seja, o me­lhor de nossa renda (Pv 3.9). O nos­so primeiro cheque deve ser para Deus e ninguém mais. Refreamo-nos em dar porque nos sentimos insegu­ros, mas Aquele que não poupou o seu próprio Filho não nos negará coi­sa alguma (Rm 8.32), antes nos su­prirá em todas as nossas necessida­des (Fp 4.19).

7. Eu quero ofertar, mas agora estou muito apertado

Alguns dos maiores exemplos de ge­nerosidade na Bíblia são de pessoas pobres (Lc 21.1-4; 2Co 8.1,2). O receio e a insegurança não são motivos para deixarmos de ofertar. O Senhor sa­be do que necessitamos e prometeu nos suprir (Mt 6.32). Se você espera se sentir seguro para ofertar, pode ser que esse dia nunca chegue. A provisão de Deus vem somente depois de ofertamos (2Co 9 6-11). É assim que a fé funcio­na. Faça prova de Deus (Ml 3.10).

8. Eu sou um jovem e tudo o que tenho é a mesada dos meus pais

É verdade que a época de estudante é notoriamente um tempo difícil em nossa vida financeira. O estudante nor­malmente não tem dinheiro, mas nem por isso está de­sobrigado da oferta. Ofertar é um privilégio e responsa­bilidade de todo discípulo. Independe de idade ou renda. Devemos nos lembrar de que o milagre da multiplicação aconteceu, justamente, porque um jovem resolveu ofertar ao Senhor os cinco pães e os dois peixinhos, que era toda a sua merenda (Jo 6.9).

9. O dízimo não se aplica a nós, mas ao Velho Testamento

É de fato interessante ver que o dízimo, sendo uma parte tão importante do Velho Testamento, seja tão pouco men­cionado no Novo Testamento. Devido a isso, alguns con­cluem que Deus não requer mais o dízimo do Seu povo. Is­so, porém, é um engano.

O padrão de Deus para o Novo Testamento é a excelên­cia. Jesus disse: “Ouviste o que foi dito…”. Portanto, se a regra era não matar, agora é nem sequer chamar o ir­mão de tolo; se era não adulterar, agora é nem sequer olhar com intenção impura; se era 10%, agora Deus re­quer 100%. João Batista requereu 50% (Lc 3.11) e Jesus requereu 100% (Lc 21.1-4). O dízimo é apenas o ponto de onde partimos e não o nosso alvo final em Deus.

Se um crente não consegue deixar de adulterar, imagine deixar de olhar; se não consegue dar os dízimos, imagine quando Deus requerer algo mais. Além disso, Jesus não aboliu o dízimo, o confirmou em Mateus 23.23. O dízimo vem antes da lei. Abraão o entregou a Deus por meio de Melquisedeque (Hb 7.8).

10. Não dou o dízimo porque Deus não precisa de dinheiro

Deus é o dono de toda prata e todo ouro (Ag 2.8). Ele não apenas não precisa de dinheiro como não precisa de ho­mem algum para servi-lO. Tudo faz parte do Seu treina­mento em nossa vida. Pela graça você foi feito servo, aju­dante de Deus.

11. A Bíblia diz que cada um deve contribuir segundo tiver proposto no coração. Então, sou livre para ofertar muito, pouco ou nada

É verdade que Paulo disse para cada um contribuir segun­do tiver proposto no coração (2Co 9.7). Diante disso, po­deríamos pensar que estamos autorizados a sermos ego­ístas e avarentos. Para vermos o engano, basta irmos ao verso anterior em que Paulo nos estimula a semear muito para colher muito. O desejo dele é que nos sintamos livres para sermos generosos em amor.

12. Estou economizando para comprar uma casa e por isso parei de dar o dízimo momentaneamente

É ótimo que o crente economize e compre o que desejar com o seu dinheiro, mas não com a parte sagrada do Se­nhor (Lv 27.32). Não faça compromissos com algo que não pertence a você.

13. Mordomia é mais que dinheiro. Eu oferto quando dou meu tempo e meus talentos

Guarde bem este conceito: mordomia é mais do que di­nheiro, nunca menos. Servir a Deus implica mais do que dar dinheiro, mas nunca menos. Servir a Deus implica mui­tas coisas, nunca menos do que ofertar. Quem diz que ser­ve a Deus e não oferta está na verdade se enganando.

Essas desculpas comuns que ouvimos freqüentemente ser­vem para disfarçar ou ocultar a nossa avareza. Meu desejo é que o seu coração seja liberado hoje e você possa ofer­tar com generosidade e alegria.

Que o Senhor possa nos livra, de dar aquilo que nos so­bra. Que possamos dar ao Senhor algo que nos seja va­lioso. Faça prova do Senhor, Ele abrirá a janela do céu e derramará bênção sem medida sobre sua vida.

Pr. Aluízio A. Silva