A pirataria e o cristão

NoticiaDe um tempo para cá os produtos piratas, mais especificamente CD’s, DVD’s e livros na forma dos E-books – cópias digitais de livros impressos -, têm invadido, também, o “mercado” evangélico de maneira vergonhosa. E, infelizmente, na maioria das vezes são os próprios “irmãos” os responsáveis por esta atitude.

Creio que, antes de continuar, seria interessante definirmos o que é “piratear” e o que é um “pirata”. Bem, de acordo com o Dicionário Houaiss, pirataria é “ato de copiar ou reproduzir, sem autorização dos titulares, livros ou impressos em geral, gravações de som e/ou imagens, marcas ou patentes, software etc., com deliberada infração à legislação autoral”. Já o pirata é o “indivíduo que se apossa, ilegalmente e pela força, dos bens de outrem; bandido, ladrão”.

Agora que entendemos as duas definições, podemos expressar a tristeza que invade nossos corações ao saber que muitas das pessoas que divulgam as cópias não autorizadas de materiais evangélicos são, até mesmo, líderes em suas igrejas.

As desculpas são muitas, desde os preços altos impostos pelo mercado, até mesmo a facilidade em baixar um desses materiais sem nem mesmo sair de casa. Estas “facilidades” têm causado um aumento enorme no número de downloads de materiais não autorizados. Porém, em contrapartida, existe o outro lado da situação. Muitos artistas e ministérios evangélicos empregam parte da verba das vendas no auxílio de pessoas necessitadas, ou em projetos sociais, ou investindo na área de missões.

Portanto, quando é feita uma cópia não autorizada, este dinheiro se perde e assim, muitas vezes, a obra é prejudicada. Mesmo que não fosse uma lei já descrita na Constituição Federal Brasileira, temos, principalmente, os princípios bíblicos. Em 1 Coríntios 6.9 e 10 lemos: “Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, em os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus”. (1Co. 6.9,10)

Portanto, sabendo da realidade dos fatos, tal ato ilícito se torna não apenas uma penalidade pelas leis humanas, mas, também, uma atitude depreciativa no mundo espiritual. E novamente lemos na carta aos Romanos 13. 1 a 3: “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são motivo de temor para os que fazem o bem, mas para os que fazem o mal. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela…”

Talvez após ler este texto, você que realiza tais atos não seja tocado pelo Espírito Santo de Deus e comece a enxergar mais à frente; e, assim, possa perceber que uma atitude aparentemente tão pequena pode tomar proporções gigantescas tanto no mundo real quando no sobrenatural.

Todos estamos sujeitos a erros, mas, ao saber a verdade, permanecer nos mesmos é uma escolha e todas as nossas escolhas são seguidas de uma conseqüência; mesmo que demore, virá.

Que a graça de Deus possa ser superabundante e que ela dê o discernimento necessário para todas as áreas de suas vidas.

PFG

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