Palavra da Célula 18 de Novembro 09 – Morte na Panela

 

Aquela era uma época de grande fome na terra (2Rs 8.1; 6.24-30). O povo andava inquieto. As pessoas viviam desesperadas, sôfregas, procurando alimento por toda parte. Estavam prontas para comer qualquer coisa que lhes acalmasse a fome. Até mesmo a cabeça de um jumento era vendida por 80 ciclos de prata.
 
Nesse tempo Eliseu palestrava no seminário para os discípulos dos profetas. Embora houvesse escassez de pão na terra, havia abundante pão do céu. Eliseu manda fazer um cozinhado, mas o homem que saiu ao campo a procura de ervas trouxe veneno em vez de alimento. E quando todos já estavam se fartando da refeição, soou o grito: “Morte na panela ó homem de Deus.” A morte espiritual tem início no prato que comemos. Quero extrair algumas lições para a nossa reflexão:
 
1. A morte na panela pode existir até mesmo dentro de uma estrutura sólida e organizada
Em uma igreja de estrutura sólida e organizada, podemos observar:
 
• Ensino
Aqui estão os estudantes de teologia do seminário de Eliseu, na Escola de Profetas. Estão diante de um grande professor, um homem de Deus santo e de poder. Um homem que jamais negociou seus absolutos nem mercadejou seu ministério. Nesse tempo é que houve esse dramático clamor: “Morte na panela ó homem de Deus.”
 
• Comunhão
A fome, a pobreza e a crise estavam longe de quebrar a comunhão dos filhos dos profetas, mas os estreitou ainda mais entre si. Eles estavam juntos na crise. Mas em uma comunidade onde reina comunhão pode existir “morte na panela.”
 
• Uma liderança forte e ungida
Eliseu era um profeta de grande destaque em Israel. Era um santo em quem repousava o Espírito do Senhor. Se mesmo num ambiente assim estamos sujeitos a riscos, imagine o que pode acontecer com igrejas independentes onde não há zelo pela Palavra e nem cobertura espiritual? Precisamos ter cuidado com isso, pois podemos estar apenas enviando alguém para comer em panelas cheias de morte.
 
2. A morte na panela é realidade espiritual em algumas igrejas
 
Os homens estão como ovelhas inquietas, famintas e sem o cuidado do pastor. Estão buscando pastos verdes. E quando encontram novidades, logo as abraçam com sofreguidão. Há muitos ensinos arrojados, desafiadores, bonitos e impactantes, mas que não são bíblicos, são venenosos.
 
• Tenha cuidado com o fruto venenoso
Os discípulos dos profetas comeram veneno pensando estar se alimentando de algo bom. Acharam parecido. O joio é parecido com o trigo. Mas um é veneno, o outro é alimento. Normalmente, seitas como Testemunha de Jeová, Mórmons e Adventistas têm muito ensino bíblico em sua doutrina, têm muita coisa boa e certa, mas há negação e distorção de verdades essenciais do cristianismo. O todo do Evangelho fica comprometido.
 
• Meias verdades são mais venenosas que mentiras
O perigo de ser enganado pelas aparências. Às vezes, as coisas não são o que parecem. A meia verdade é mais perigosa que a mentira, pois se torna mais sutil, menos perceptível, por isso mais penetrante. Precisamos exercer discernimento (Hb 5.14). Não podemos comer todo alimento que se serve em nome de Deus. Existem muitas pregações fantásticas, ensinos arrebatadores que mexem com as emoções e sacodem as estruturas da vida humana. O diabo gosta de citar a Bíblia. Ele citou a Bíblia para Jesus no deserto. Assim, nem todos que andam com a Bíblia pregam o Evangelho em sua plenitude (Mt 4.1-10).
 
3. Como perceber o veneno na panela?
A morte na panela é aquela que vem misturada com o ensino aparentemente correto. Como perceber quando um ensino é cheio de morte?
 
• Quando diminui nosso compromisso e consagração;
• Quando nos desmotiva a tomar a cruz;
• Quando nos torna mais tolerantes e liberais com o pecado;
• Quando diminui nosso desejo de participar da adoração ao Senhor;
• Quando nos afasta da comunhão com os irmãos;
• Quando o ensino distorce a palavra pura do Evangelho;
• Quando faz com que o mundo pareça normal e aceitável.
 
4. A morte na panela pode ser removida
 
• A cura pela árvore cortada (Ex 15.23-26)
Em algumas versões se diz que Moisés lançou o madeiro nas águas. O madeiro aponta para a cruz. A cruz quando aplicada tem o poder de transformar as fontes do nosso coração.
 
• A cura pelo sal (2Rs 2.19-21)
Eliseu curou os manaciais de água através do sal, o qual não poderia faltar na oferta de manjares (Lv 2.13). É chamado de sal da aliança. A aliança é figurada pelo sal porque este tem a propriedade de tornar as coisas incorruptíveis, ou seja, não apodrecem. Isso nos indica que a aliança de Deus é eterna e imutável.
 
• A cura pela farinha, a Palavra no poder do Espírito Santo
A farinha procede do trigo. O trigo, todos nós sabemos, refere-se ao Senhor Jesus (Jo 12.24). O Senhor Jesus é esse trigo que caiu na terra e morreu para produzir muitos grãos (2Co 4.10-12). A vida que está no grão de trigo só pode fluir se a semente morrer. A casca deve ser quebrada para que a semente germine. Isto nos fala de quebrantamento.

Quando somos quebrados, a vida de Jesus que está em nosso espírito flui para alimentar os outros.

A morte é afastada quando colocamos na panela a genuína Palavra de Deus. Hoje muitas igrejas não querem doutrina, só querem experiência. É tempo de buscarmos um avivamento que tenha a Bíblia como centro, como aconteceu no avivamento apostólico e nos outros grandes avivamentos ao longo da história.
 
Pr. Aluízio A. Silva
fonte: http://www.IgrejaVideira.com 

 

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